terça-feira, 2 de julho de 2013

pode levar


a poesia leve
leve, leve, leve
leve, leve, leve ...

leve consigo estes beijos faciais
quando os quero, boca
as palavras amigas
que já foram sussurros.

aqueles abraços completos
que esmurram meu estomago.
leve, leve, leve
dentro e fundo (psiu).

de que me vale
a folha pálida
que me cativa a escrever?
para que eu quero
canetas transparentes?

nada resolvem,
inquietam-me.
não trazem cura aos males universais
nem aos meus, quiçá.

e assim, eu sigo
com frases perdidas
rascunhos de eu’s, soltos
tolos, tilos e ralos.

tenho todo-mundo bem aqui
tem o mundo-todo, bem.
quero o verbo que conjuga gente
a gente, a gente-todo.

ando e canso  de ouvir:
poetas. quero só poesia
pois tem me doído
ouvir sem ler nos olhos.

anseio versos não recitados
mudas-falas
de poemas na planta do pé.

calem os sentidos
para eu sentir o outro.
ouvir as mesmas notas
mil e mais vezes
e sem escrever, in-ventar.

que o vento leve, leve
mudas folhas e canetas verdes
pra outros, pra longe

enquanto não, escrevo.

segunda-feira, 3 de junho de 2013

eterno contínuo por Juliana Vaz

não precisa de introdução porque é todo amor:

"E lá vamos nós!!!
Quando uma amiga brota um livro que lê e escreve a nossa alma a gente fica ansioso como no primeiro dia de aula... Como na primeira ida ao parque e como o primeiro tudo nessa vida...
É assim que me sinto ao saber que o Eterno Continuo vem ai, como uma extensão palpável de tudo que ouço e sinto.
É como um sobrinho que nasce vindo dessa irmã que Deus colocou no meu caminho exatamente no momento que eu ansiava por companhia...
Terei além da sua alma um pedaço seu aqui, ao alcance de minhas mãos pra me lembrar o quanto é bom viver quando se tem pessoas como vc, pra iluminar a nossa existência." Juliana Vaz



sábado, 1 de junho de 2013

faltam 5 dias

faltam 5 dias para eterno contínuo, confira mais uma poesia


8 de 80

pensando no que posso ser eu
deparo-me com o que fiz de você
coloquei-te em versos da minha poesia
tornei-me letrista
desenhos improvisados
e canção me fiz.

ofereci meu corpo a ti,
sem responder me disse não
o silêncio fez um abismo sem fim
e da dúvida um ornamento atual.

policio-me querendo escrever só o que de fato sinto
sem me permitir o exagero,
mas hoje é soro, é flor,
canção abstrata, poesia errada.

não esquecer:
amor de geladeira não se leva pra casa.
poesia de amigo não é poesia de amor.
se bate tão gelado não há querer que o aqueça.
manter a chama acessa sem desligar o ventilador.

das meias verdades que te disse
ficou a vontade de dizê-las completas.
das noites que nos vimos com hora marcada
marcou mais as imprevisíveis.
das métricas que regem a poesias
gosto mais das que não têm.
dos seus medos o mais certo
outro amor se acaba, em começo (in)feliz.

e depois de buscas errôneas,
corpos distantes
pijama novo usado
resta-me a simples constatação:
o seu mundo é grande demais,
não cabe nós dois.
  
 
Ilustração - Branca Freitas
 

 

quarta-feira, 29 de maio de 2013

Prefácio - por Jonatas Eliakim

eterno contínuo é toda poesia que fez meu  coração bater, doer, saltar e todo o mais, são  os versos mais sinceros, mais duros e mais doces.
selecionei textos para compor um corpo eterno e contínuo.

e como é amor desde o planejamento, antes de muito, busquei amor, assim compõe em graça, orelhas de NI BRISANT, prefácio de JONATAS ELIAKIM, posfácio de THIAGO PEIXOTO, contra capa e diagramação de DANIEL MINCHONI e ilustrações de BRANCA FREITAS.

são parceiros das cenas contemporâneas, são irmãos, são amigos, são heróis e são combustíveis para eu  ser um ser humano  melhor. 

hoje solto com alegria e amor, o texto que abrirá meu livro, deste cara que pra muitos é mais um Jow, mas pra mim, é a minha primeira escrita, é a nuvem mais bela, meu  riso  mais sincero, aquele que sem medo chamo de melhor amigo, é meu todo-mundo, se algo de fato o  define: zelo. 

abaixo  o prefácio de eterno contínuo:

Na Bíblia, a criação começa pela luz, que inaugura o universo separando o dia da noite. É ela que nos permite enxergar o mundo e, no entanto, é quase impossível visualizar sua verdadeira natureza. Como se não bastasse, tem propriedades tão estranhas e contraditórias que confunde até os físicos mais experientes.
Para alguns estudiosos, tudo indica que a luz não passava de uma onda. Como o som ou o movimento do mar, ela seria refletida ao encontrar algo como um espelho e sofreria interferência ao cruzar com outras ondas. Mas, diferente de uma onda, a Luz se propaga no vácuo e não precisa ser conduzida por um meio como a água ou o ar.
A tese de que a luz é uma onda começou a ser contestada quando os cientistas constataram que ela se comporta de modo muito variado, parecendo, por vezes, composta por muitas partículas. Ela funciona com uma lógica própria, diferente da esperada, é onda e, também, partícula; é emoção e razão; é preciosismo conservador e revoltosa quebra de todas as barreiras.
Este livro é uma pequena amostra das variações da Lu’z sobre os dias. Assim como o sol ilumina a todos, marcando a passagem do tempo de cada indivíduo ao percorrer seu caminho, estes textos mostram um caminho muito peculiar e particular, que é, sem sombra de dúvidas, o caminho de todos.
Ilumine-se!


Jonatas Eliakim


terça-feira, 28 de maio de 2013

Realese

venho compartilhar  as sensações cotidianas agora que está cada vez mais perto d o nascimento de "eterno contínuo" já não  durmo bem, frio, medo  e uma correria dos diabos... mas a sensação de ter  o  peito  rasgado é impagável.

hoje compartilho  com vocês dizeres de NI BRISANT sobre a estréia deste livrinho:

" Eterno Contínuo salta das gavetas do cotidiano para dar voz a uma fênix em chamas, Lu’z Ribeiro. Neste livro de estréia, Lu’z apresenta poemas lapidados sob o ritmo frenético de Sampa, mas com a sensibilidade e força de alguém que não se deixa anular.

Como água, suas poesias percorrem diversos temas, formas, perspectivas – tudo para testar os limites da linguagem, irrigar corações e fazer-se sentir. Sem a obrigação de dar ou fazer sentido, o intuito aqui é não ser silêncio, não por acaso.

Eterno contínuo é entrega, amor sem divórcios.

É Lu’z, do início ao todo." - Por Ni Brisant.


segunda-feira, 27 de maio de 2013

eterno contínuo - por Rafael Marques

dia 06/06 brotará meu  primeiro livro, e é tanta alegria que sinto que acabo por contaminar  algumas pessoas, abaixo segue texto de Rafael Marques sobre o  nascimento de "eterno  contínuo" .


Numa eternidade de instantes tomados por trevas tudo é tão horrível e ao mesmo tempo tão invisível diante de olhos cobertos pela pez negra da indiferença e outros sentimentos mesquinhos, que o mais miserável flash de amor é capaz de salvar almas deste inferno.
Uma vez que a verdade toma sua forma, não há quem não a reconheça, mesmo no breu. Por mais que se queira passar indiferente pela tragédia que encenamos cotidiana(mente) uma vez que a Lu’z se apodere do escuro não há como permanecer igual.
A busca pela felicidade é uma constante e infindável aventura pelo seu “eu interior”, é preciso enfrentar todos os perigos e monstros que trazemos adormecidos cravados sob a pele. Neste épico ETERNO E CONTÍNUO a Lu’z é o mais valioso aliado dos habitantes da escuridão.
Buscando uma Lu’z para me livrar da condenação infernal me internei na leitura eterna e continuamente, só depois de internado me vi livre e perdi toda sanidade que assola as pessoas comuns. Passei a rascunhar textos ou seriam ensaios de minha vida? Ao certo só posso dizer que me despi da certeza e me encontro em você que lê isto e nas outras milhares de pessoas que perambulam por esta terra.
O que era maldição virou benção e tenho gratidão a cada poesia reveladora, não como uma vidente que prevê o futuro, mas com uma (e)vidente resposta, somos o presente.
Por não saber disto já estive longe de minha própria existência, por vezes revirando as gavetas de arquivos mortos-vivos do passado e por vezes sendo atropelado pelo presente enquanto vislumbrava, no escuro, o futuro que nunca tive.
Este livro é um presente, feito no presente e que contém altas doses embriagantes de sentimentos presentes em você mesmo, não se poupe e aproveite o presente, embriague-se.
Aqui se encontrará a morte, a vida e o renascimento em sentimentos que usaram letras para se tornarem compreensíveis, mas o seu esforço deverá ser maior do que uma simples passada de olhos sobre as palavras, tudo é sentimento então faça como a autora, rasgue seu peito e liberte seu coração de si, a escuridão não terá mais poder sobre você e haverá Lu’z, muita Lu’z.
Antes de mais nada um aviso:
Cuidado olhos que se abrem virginalmente a Lu’z sofrerão uma tentação para voltarem a se fechar, não ceda vá em direção a Lu’z.


sábado, 13 de abril de 2013

13 estrofes de aço



brinco de ser pequena 
me infiltro em seus espaços. 
quando já aquecida
me projeto, abraço.
suas mãos retribuem 
nos transformam em laços.

coração quebrantado 
juro, já foi aço.
era música sem melodia
agora sou letra e compasso. 
começou só com olhares
dispensou beijos e amassos.

pra preencher o vazio 
fumava maços e maços. 
seu carinho me faz maior 
o sofrer, escasso.
não vivo em solidão
tenho outro par de passos.

por você sou menos poeta 
em seus versos nasço.
lendo essa história inteira
lembrei que de silaba já fui pedaço.
se viver de poesia possível fosse
das suas tenho quase um calhamaço.

se pintura fossemos
obra tipo picasso.
jogada triunfal 
aos 45’ do segundo tempo, golaço.
arquitetura renomada
digna de chamarmos paço.

já me flagelaram outros tantos
mas é por você que renasço.
busquei intensamente ser feliz
beirei o famoso cansaço.
aprendi até negar amor
já a você, nem ameaço.

no tocar dos nossos lábios 
não sinto gosto agraço.
delicio-me com a poupa, o sumo
mas já provei o bagaço.
ampliei meu paladar 
a cada dia o refaço.

somos escrita inconfundível 
como a de torquato tasso.
que reconhecida é
seja no ipad ou no almaço.
não somos mais versos perdidos
nos encontramos houve enlaço.

em nós há paisagem 
compõe-nos areia e agarço.
não desprezamos sensações 
convivemos bem mesmo quando mormaço.
há quem suspeite da nossa grandeza
só porque nos veem baraço.

muito seriamos 
se fossemos colaços,
amizade fiel 
como de júlio cesár e crasso,
ou ligação fundamental
da mão com o braço.

porém somos pequenos
enlace de palhaços
que priorizam a lealdade
nos reconhecemos arapaços.
talvez, órgãos pouco citados, 
mas importantes como o baço.

aos nossos miocárdios
demos ritmo como marca-passos
somos o contemplar durante o dia
a noite o realizar devasso
o despir da timidez 
nos permitimos o desembaraço.

é querendo te agradecer 
que em rimas tortas me embaraço.
e buscado novos verbetes
levo da palavra puaços. 
cansei de compor sozinha
admito, anseio seu traço.