segunda-feira, 27 de maio de 2013

eterno contínuo - por Rafael Marques

dia 06/06 brotará meu  primeiro livro, e é tanta alegria que sinto que acabo por contaminar  algumas pessoas, abaixo segue texto de Rafael Marques sobre o  nascimento de "eterno  contínuo" .


Numa eternidade de instantes tomados por trevas tudo é tão horrível e ao mesmo tempo tão invisível diante de olhos cobertos pela pez negra da indiferença e outros sentimentos mesquinhos, que o mais miserável flash de amor é capaz de salvar almas deste inferno.
Uma vez que a verdade toma sua forma, não há quem não a reconheça, mesmo no breu. Por mais que se queira passar indiferente pela tragédia que encenamos cotidiana(mente) uma vez que a Lu’z se apodere do escuro não há como permanecer igual.
A busca pela felicidade é uma constante e infindável aventura pelo seu “eu interior”, é preciso enfrentar todos os perigos e monstros que trazemos adormecidos cravados sob a pele. Neste épico ETERNO E CONTÍNUO a Lu’z é o mais valioso aliado dos habitantes da escuridão.
Buscando uma Lu’z para me livrar da condenação infernal me internei na leitura eterna e continuamente, só depois de internado me vi livre e perdi toda sanidade que assola as pessoas comuns. Passei a rascunhar textos ou seriam ensaios de minha vida? Ao certo só posso dizer que me despi da certeza e me encontro em você que lê isto e nas outras milhares de pessoas que perambulam por esta terra.
O que era maldição virou benção e tenho gratidão a cada poesia reveladora, não como uma vidente que prevê o futuro, mas com uma (e)vidente resposta, somos o presente.
Por não saber disto já estive longe de minha própria existência, por vezes revirando as gavetas de arquivos mortos-vivos do passado e por vezes sendo atropelado pelo presente enquanto vislumbrava, no escuro, o futuro que nunca tive.
Este livro é um presente, feito no presente e que contém altas doses embriagantes de sentimentos presentes em você mesmo, não se poupe e aproveite o presente, embriague-se.
Aqui se encontrará a morte, a vida e o renascimento em sentimentos que usaram letras para se tornarem compreensíveis, mas o seu esforço deverá ser maior do que uma simples passada de olhos sobre as palavras, tudo é sentimento então faça como a autora, rasgue seu peito e liberte seu coração de si, a escuridão não terá mais poder sobre você e haverá Lu’z, muita Lu’z.
Antes de mais nada um aviso:
Cuidado olhos que se abrem virginalmente a Lu’z sofrerão uma tentação para voltarem a se fechar, não ceda vá em direção a Lu’z.


sábado, 13 de abril de 2013

13 estrofes de aço



brinco de ser pequena 
me infiltro em seus espaços. 
quando já aquecida
me projeto, abraço.
suas mãos retribuem 
nos transformam em laços.

coração quebrantado 
juro, já foi aço.
era música sem melodia
agora sou letra e compasso. 
começou só com olhares
dispensou beijos e amassos.

pra preencher o vazio 
fumava maços e maços. 
seu carinho me faz maior 
o sofrer, escasso.
não vivo em solidão
tenho outro par de passos.

por você sou menos poeta 
em seus versos nasço.
lendo essa história inteira
lembrei que de silaba já fui pedaço.
se viver de poesia possível fosse
das suas tenho quase um calhamaço.

se pintura fossemos
obra tipo picasso.
jogada triunfal 
aos 45’ do segundo tempo, golaço.
arquitetura renomada
digna de chamarmos paço.

já me flagelaram outros tantos
mas é por você que renasço.
busquei intensamente ser feliz
beirei o famoso cansaço.
aprendi até negar amor
já a você, nem ameaço.

no tocar dos nossos lábios 
não sinto gosto agraço.
delicio-me com a poupa, o sumo
mas já provei o bagaço.
ampliei meu paladar 
a cada dia o refaço.

somos escrita inconfundível 
como a de torquato tasso.
que reconhecida é
seja no ipad ou no almaço.
não somos mais versos perdidos
nos encontramos houve enlaço.

em nós há paisagem 
compõe-nos areia e agarço.
não desprezamos sensações 
convivemos bem mesmo quando mormaço.
há quem suspeite da nossa grandeza
só porque nos veem baraço.

muito seriamos 
se fossemos colaços,
amizade fiel 
como de júlio cesár e crasso,
ou ligação fundamental
da mão com o braço.

porém somos pequenos
enlace de palhaços
que priorizam a lealdade
nos reconhecemos arapaços.
talvez, órgãos pouco citados, 
mas importantes como o baço.

aos nossos miocárdios
demos ritmo como marca-passos
somos o contemplar durante o dia
a noite o realizar devasso
o despir da timidez 
nos permitimos o desembaraço.

é querendo te agradecer 
que em rimas tortas me embaraço.
e buscado novos verbetes
levo da palavra puaços. 
cansei de compor sozinha
admito, anseio seu traço.





quarta-feira, 27 de março de 2013

TO: VAZ


enquanto muitos buscam flores
pelo aroma, beleza e encanto
cultivo plantas
das mais simples, rusticas (talvez).

no Vaz(to) mundo
busco Ju's, Li's e Ana's
sendo este conjunto
uma das melhores composições que criei.

queria tanto compor um belo poema,
mas nada sei de flor
pouco sei de gente
penso, que nem saiba nada (ainda).

diante de tanta incerteza
vejo que erma não sou
tenho memória de riso
guardo abraços saudosos.

precisei de cinco estrofes pra nada dizer
versos que não se completam
um coração já contrito e flagelado
pra guardar-te, peço só que não repare ao entrar.










* para minha amiga e irmã, Juliana Vaz. 

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Lançamento Para Brisa

No dia 12/03 ocorrerá o  lançamento do segundo livro do Ni Brisant na Livraria Suburbano Convicto, Para Brisa que já encanta pela capa feita por Mixel Nogueira, tem em seu  miolo ilustras de Pim Lopes e Célio Luigi.O livro  mostra atitude desde sua idealização, pois foi financiado por amigos que acreditam na poesia deste mano.Confira ai o texto que fiz ao parceiro Ni Brisant devido ao lançamento de Para Brisa:


Ni por Lu'z



Após serem lidas e devidamente digeridas suas frases giram em todo nosso corpo, nos livram da inércia e provoca-nos. Esse Ni que hoje salta em suas leituras, grita, silencia confunde-nos e atinge o  mais profundo que há em cada individuo, já se escondeu atrás de uma folha de sulfite que tremulava em suas mãos e voz quase inaudível, mas independente de como ele surja e se mostre a sinceridade e o amor chegam antes.
Por vezes, vejo-o bicho, como se o escrever lhe aparecesse como função  vital, escrita tão  única que suspeito que ele já tenha nascido com esse defeito e se que foi se aprimorando com outras leituras, que não  (só) a sua. Lê-lo é um misto de ser compreendido com uma tortura de sentir-se tolo, ser ele e o  todo sem ser ninguém é complexo, mas necessário e vital.
Do Nivaldo tenho recordações de uns 05 anos atrás onde todos eram Operadores de Telemarketing, mas ele era um sonhador. Gente que sonha pode ser reconhecida pelos olhos; ele evitava olhar, mas quando  o  fazia estava entregue e desarmado era evidente o  quanto o  mundo é pequeno para o seu  coração. Enquanto muitos ostentavam roupas da moda, ele desfilava com livros, chegava a usar três ou mais em uma única semana, juro que me intrigava quando ele os deixava com a capa voltada para baixo, parecia um jogo e eu sempre perdia.
Penso que hoje é ganho, saber sobre suas leituras e partilhar as minhas, trocar escritos, tê-lo perto é garantia de ser maior. 
Aos que o leem, torço para que o conheçam, pois ele possui lindas histórias, é aprendiz na vida, nos ensina verbos e mantras valorosos e ainda sabe plantar flores no coração e sugere caminhos para que você mesmo  a cultive.







segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

2012, seu lindo


2012 foi um ano  digno  de ser contado, tinha até me comprometido a não  postar novas poesias aqui  no  blog e alimenta-lo mais de crônicas e contos, mas para presentear esse ano lindo (re)invento agradecimentos e disponibilizo  uma poesia que me despe, me deixa nua e crua e mostra como bateu  o miocárdio durante uma boa parte do  ano. 
Agradeço aos amigos leitores Carolina Peixoto, Thiago Peixoto, Ni Brisant, Juliana Vaz, Jéssica Barbosa e Jefferson Santana, que acompanharam a insegurança de ser eu escrita em 2012, alguns mais consultados que outros, mas consultados. 

Sejamos leais, o mais suspeito que a poesia dá conta, que venha 2013.





Inventado  Foras

quando a cama fica grande
me mudo, sou sofá.
só por querer, só
vou dando foras sequenciados
por consequência.

nãos são reflexos vacilantes 
dos pontos de ônibus que falaram comigo
quando  meu corpo não mais coube no seu
por me esconder em envelopes de lençóis
e nunca ter selado zelo, amor.

abri meus olhos para não  ver
seus términos expostos nas redes de não  deitar
cortes abertos por outrem durante as manhãs
estancados com meu líquido noturno
e adormecido com sua indiferença.

doeu a anunciação desprendida de fim
mutilaram meus membros frases de adeus
banhei-me por olhos os mares
devido ausência de falas ou gritos
faltou  dizer não com o  olhar.

peixe fora d'água
me afoguei a cada encher de lágrimas
por saber que seu amor não era meu
que suas inspirações não era eu
enquanto aqui fui  só sua.

brincadeiras doeram e até hoje sangram
abriu meu peito, coração  rolou bola
grudou seu cheiro nada pele a fora
aflorou a flor e sem regar um  algo  nasceu
ignorou quando  nomeei amor, outra vez doeu.

contou  estrelas ao meu lado com alguém que não luz
lançou-se no chão e desejou corpo que não este
estava do seu lado, mas só eu  me via
e sem mentir (juro),  houve muito mais que o aqui escrito
porém meus versos são sucintos (ou deveriam).

após de tudo eu te entregar o todo
de modo grosseiro me incentivou a escrever e “ perigar”
intrigada vaguei o dicionário de lado ao fim
buscando encontrar, mas confesso sou dada a interpretações
noite a dentro, dias afins.

se me entregar a outrem me periga ver o novo
assim serei riscos, traços, alegrias e metas
esquecerei o que tanto  latejou
beberei  em outros lábios contemporâneos versos
buscando intensamente o perigo, de ser feliz que você não  quis.

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

ETERNO CONTÍNUO


Não consigo ser fiel a muita coisa, mas sou leal a tantas outras.

Com certo egoísmo, venho priorizando um tal  livro que irá nascer no próximo ano, de modo que não venho compartilhado poesias aqui, com certa preguiça não  venho escrevendo as sensações únicas que venho sentindo no meu  dia a dia, justo eu que não  queria ver meu blog esquecido o mantenho ermo de novidades.
Há culpa nas sensações também, que como chuva torrencial caem sobre mim de baixo pra cima, de maneira que se torna complexo diferenciar uma coisa da outra, mas é isso e tudo o mais.
Reapareço para anunciar as novas, então:

A vida tem sido boa, faço parte da antologia do  BURRO de 2012 com duas poesias e do Menor Livro Sagrado – Menor Slam do  Mundo com 3 micropoesias, coisas lindas de serem lidas e se "EU TU IA" lia agorinha mesmo, vai que o mundo acaba mesmo? Só eu e todos os participantes sabemos o quanto  foi prazeroso fazer parte disso, mas é melhor dizer só por mim, sendo assim:  feliz em ser eu. Obrigada grande Mestre Daniel e Primeira Dama Sinhá, " que se registre" o Burro  salvou minha poesia.

Esse tal de POETAS AMBULANTES que começou como quem não  quer nada, hoje é muito em mim, mudou a cadência dos versos, penso que vem me deixando  melhor. A ultima saída do  ano será  22/12/12 comemoração  pós fim do mundo, veja mais informações no blog: POETAS AMBULANTES.

E sobre o meu livro já está com as poesias selecionadas, pouco mais de quarenta. Havia pensado em inserir ilustrações de artistas diversos, mas quero que ele seja doce, encantado de maneira que abri mão de muitos e entreguei meu livro-diário na mão de uma pessoa só, ser esse que demonstrou tanta felicidade que transbordou tudo aqui.
É isso, ALEGRIA a cada passo dado é uma tempestade de boas sensações de valorização e reconhecimento.
É bom ver o sorriso nos lábios do pai e da mamãe, já que eu ainda não tenho uma bela história, uso a deles, esse livro é pra deixar a caminhada dos meus genitores mais bonita.

E é assim que agradeço a Deus por tanta coisa boa e a cada um dos envolvidos-pacientes, rumemos juntos! 

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Noite dessas


Acidente, congestionamento, tempo encoberto, novas maneiras de assaltar, menino atropelado na linha do trem, idoso baleado, Um Mano Russo disparado... Essas foram às informações matinais que a mídia (tentou) me embargar.

Mas hoje eu ainda quero permanecer feliz. Seguidora de saraus, ontem fui a um que tem até sobrenome (Liberdade) reduto de gente alegre e livre. Lá eu pude mostrar admiração, respeito e amor aos “samigosirmãos”, gente que gosto de graça e me alegra a alma a cada reencontro.
Meu coração se alegrou com os passos que meus pés inventaram, em plena ousadia dancei forró ao som de reggae. O Groove fazia apologia ao acreditar no que somos.

A praga poesia alastrou-se em meu coração, através da voz firme e frases fortes me fiz criança e adulto em miniatura por inúmeras vezes. Ouvi risos escandalosos e sinceros que compunham o cenário e abraços era moldura para o brilho que as pessoas carregavam.
E durante a noite eu vi a lua pela janela sem estrelas no céu, mas os poetas carregavam constelações nos olhos.

- Coragem, Coragem, Coragem, assim o miocárdio mais pulsante encerrou a noite, só me restou admirar e desejar o sempre estar perto. 
Trouxe na bolsa um livro e nos braços força para segurar nas mãos dos meus amigos e não mais soltar.

Compadeço-me com os problemas alheios, mas não me sobra tempo para chorar. Me resta crer nas utopias minhas e nas dos meus manos, amar tudo e todos, acreditar que somos a melhor geração e que o mundo mudará. Temos mãos, pés e sonhos!

Somos alegres, somos o melhor... Somos o que não existia, pois ontem como diria uma das versões de todos nós “uma flor nasceu”. Somos o todo, desde que haja o Eu-Você.