segunda-feira, 9 de julho de 2012

Conselhos

Encontro-me em um momento de gratidão eterna, agradecer o simples e o que aparenta pouco.

Não vou  dissertar muito  sobre o que vem acontecendo, mas hoje quero agradecer a motivação, a empatia e a verdade que eu encontrei em um dos olhares mais intrigantes que já vi!

Em seus documentos que a identificam lê-se: Tatiana Botelho Forte Guedes de Andrade.

Menina de olhar apurado a vida não passa, sem que ela passe por ela, da Vila Santa Catarina para o mundo de Lu'z. 

Amizade é muito disso, identificação.

Conselhos – por Lu’z Ribeiro
Menina, maloca, aliada
digo o que vem do coração, não sou alienada.
Quando ouço sua rima me alegro
a cada verso escutado ou lido, me entrego.

De modo generalizado já disse não gostar de RAP
mas isso foi antes de ouvir citações sobre logradouros e CEP’s.
A voz grave que se impõe, faz além do encantar
não tem meio termo, fala pesada, sabe rimar.

Quem está com ela tá e fica evidente
já prevejo nosso futuro mesmo sem ser vidente
Abraços, afagos, conversas e carinho
É gente como você que eu quero no meu caminho

Me desculpe por delongar, afinal não tenho seu dom
eu só quero te agradar mesmo que meus dizeres não emitam som.
É que a sua busca por abraçar uma paulista
Fez rodar um lugar tão conhecido me enxerguei turista.

Diz que tem cara de mostrão e não é simpática,
Ouso a desmentir-te, sua expressão e sincera e enfática.
Que ninguém me compreenda, essa rima é só para arrancar um sorriso seu
que faz versos tão empáticos, dizeres que parecem meus.

Seu andar de quem anda como em nuvens não nos deixa perceber
que o tanto ouvir pelas costas, deve ficar magoada e sente o sofrer.
Agradeço a noite em que me abri a conselhos,
Onde os olhos desabotoaram-se, eu vi uma Tati além do Botelho.

Tati Botelho, amizade real

sexta-feira, 29 de junho de 2012

Imaginado Efeito


Imaginar é fazer?
Muito do que eu penso ao trazer para o papel, parede, cabelo... Tende a sair bem diferente, mas o importante é que saia minimamente com a essência do que imaginei.

E é fazendo uso do imaginário com o concreto que a incrível Flávia Barros alimenta nossas sensações através de sua arte.
Imaginado Efeito é um local onde a artista exibe o nosso eu diário por meio de lindas imagens que vem impressas em azulejos com moldura de madeira.
Arte delicada que mutila a mediocridade por tamanha originalidade.
Por ser fã, já garanti um "Passageiro".

Meu Passageiro :)

Vale ver galera, vale mesmo!
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Imaginado Efeito - Loja - Acesse se encante e adquira.
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terça-feira, 19 de junho de 2012

Postagem sem título

Hoje acordei com uma dose a menos de egocentrismo e resolvi partilhar amigos, chegados, amigos desconhecidos, como fazia inicialmente, postando coisas do tipo: eu ouço, eu danço, eu leio, eu como e blá blá blá!
Reconhecendo o eu no outro, ou não, mas o que mexe e sacode, faz um reboliço!

Desde o inicio deste blog tanta coisa mudou, meu nome a interface, os seguidores, os seguidos, a linguagem, mudanças que continuaram existindo, gosto de pensar que mudar sempre é possível, me amedronta a mediocridade, por isso fujo dela diariamente, não significa que eu consiga sempre, mas tento.
Mudou meu ciclo de amigos, existem amizades que se tornam cada vez mais sólidas, outras se perderam com o tempo e distância (não cometerei o erro de citar amigos, embora meus dedos cocem para tal ação) e começam a existir aqueles que se tornam essenciais, parte do corpo na qual não se vive sem.
Ontem eu senti como se sente, uma dor tão grande por saber que por mais que eu zele e cultive quem amo, ainda deixo muito a desejar, de modo que me vi chorando no ônibus com medo de perder quem importa, não  quero decepcionar mais, não mais ainda!
Fazer novos amigos é um risco (eu pensei isso) mas eles dão gás e chegam com um ritmo novo porém, que não  temam os queridos, os chegados,  os irmãos, os parceiros, os outros eu’s que se espalham por ai, não temam jamais, eu só sei ser com vocês!

Alias, dia 18/06/2012 pode entrar para minha história, foi dia de derreter icebergs, de aquecer sensações, saborear novas cores, ler outros livros, dar adeus ao que não tem mais jeito e dizer "OI" ao que já segue, uma segunda-feira que tinha tudo para ser esquecida, não será!

E hoje, acordei lendo coisas que mexeram comigo, email, marcação no facebook, mensagem no celular e mexeu ler texto que falava sobre o que não se pode mais ler... ACORDEI!  A vida não sou só eu, mas o que segue comigo! E eu que não queria ser egocêntrica acabo por ser, desvirtuei a ideia inicial, mas partilhar é necessário.

Caso eu seja digna de dar dicas ou coisa parecida começo por indicar o blog de um grande amigo, um cara que chega dando voadora nas portas que prendem sua essência, que te puxa pra fora e te faz crer em você!
Com OUTRAS VERSÕES NÃO  IDENTIFICADAS, é possível vislumbrar sensações tão dele, que acaba por ser a nossa.
Comece por ler o blog  e posteriormente adquira o livro TRATADO SOBRE O  CORAÇÃO DAS COISAS DITAS, ou mude a ordem, não se pode é passar sem ler. Garanto, é tudo  encantado, não  há como sair do mesmo modo que entrou, sem esquecer o FANZINE SOBRENOME LIBERDADE,  que tem o  editorial em áudio no soud cloud: Ni Brisant - Sobrenome Liberdade

É só clicar, ler, ouvir e mudar! 
Ni Brisant e o Tratado




quinta-feira, 14 de junho de 2012

Quebrando a Cabeça


Eu posso ser feliz, brincando com as memórias trincadas da infância.
Procuro minha maior camiseta, para me sentir pequena e frágil.
Abro várias balas de iogurte, mastigo chocolate e bebo Coca-Cola,
para elevar a inocência.
Visto meias e deslizo como em nuvens,
mas no chão.
Sem habilidades para a dança, só me movo de um lado para o outro,
levanto os braços, abro a mente, fecho os olhos e me enxergo.
E o intocável sente a mão da vida.
Ouço sons de raiva e amor, isso me eleva a liberdade,
me cede vestes de coragem.
Ganho forças com a melodia do Legião Urbana.
Outro Renato surge e traz a emergência de novos tempos!
Tempo que perdemos,
 mas ainda sempre será cedo
e o dia é bonito mesmo quando sentimos frio
devemos querer sempre nos encontrar,
 mas não nos tornarmos escravos de ninguém
nem mesmo da nossa busca!
Senti por não ser jovem enquanto era criança, e vice e versa.
Sinto por ser adulta,
 sem inocência infantil e audácia juvenil.
Concretizei vícios inexistentes:
 aguardente da torneira, fumaça de queijo quente, pó de giz e poeira.
Ao diminuir o som restou-me só a sensação,
a de que podemos ser sempre mais e irmos além.
Tudo imaginação e choro risos por isso!
Poder ser feliz é ter memória, mesmo que a infância tenha sido trancada.

quinta-feira, 7 de junho de 2012

Qual a sua arte?

Não importa qual seja sua arte.
Não importa qual tribo você pertença.
Se importa, acredite e faça - Lu'z Ribeiro


DANCE, eu já dancei (HOJE) <o/




terça-feira, 29 de maio de 2012

Garatujadora de Palavras


Se eu sou uma menininha com suas garatujas, hoje eu já não sei colorir, 
meus desenhos abstratos estranhos sem tato não vieram de mim.
A vida exige traços de profissionais, eu não sou ou não tenho!
Ao tenta-la colorir aparece o exagero.

Tamanha intensidade invade meu peito
e assim eu vivo por sofrer uma dor que não é minha,
um amor que não o meu, moro em lares desabrigados.

Se eu fosse mesmo uma menina, talvez conquistasse tudo mais ligeiro
e talvez os sentimentos fossem menos efêmeros e mais reais.
Vivendo um dia de conquista com ar de derrota.
Inverto os valores e perco meu papel.

Sem lenço, documento, celular e coração.
O que me pedem eu entrego com medo, receio e despedida
mas, não espero nada retornar!

Concluo: Não sou mais menina, mas tenho a mania de garatujar, sem o dom dos riscos e simetria das cores.
Minhas birras são frases longas e cansativas.
Minha fome é de conhecimento e exacerbo de emoções.
Inspiro-me com beijos e afagos que vem de longe, mas eu insisto em crer que estão bem perto.


segunda-feira, 28 de maio de 2012

Às vezes, é sempre assim


(Garatujas de Lu'z)
Às vezes meus olhos gritam a necessidade que tenho por líquidos: saliva, suor e gozo.
Às vezes me permito “ciuminhos” de adolescente e insegurança, mas não te envaideço, não digo.
Às vezes eu te queria, todo dia.
Às vezes eu penso em te ligar, mas não ligo, às vezes falta assunto.
Às vezes penso que te esquecer é coisa simples, mas nas vezes que te vejo  sinto o quanto  [já] é muito.
Às vezes te toco menos do que eu queria, afinal tenho duas mãos.
Às vezes me iludo que sou só eu e talvez seja mesmo.
Às vezes eu digo que o que importa é fazer parte independente da colocação.
Às vezes eu minto, mas eu sempre digo a verdade.