domingo, 20 de maio de 2012

Até os brutos


Saudade de apertar bochechas e puxar orelhas!
Deixar você brincar com minha mão enquanto te irrito com cócegas.
Ver uma careta e retribuir com outra.
Beliscar o seu braço e morder seu ombro.
Te ouvir sisudo: - Você é boba?
Responder com ironia: - Bobo é você!
Brincadeiras que perduram a noite e me cativam para a vida!
Agora almejava te dizer o belo, mas me foge a beleza.
"Eu não sei fazer poesia".
Resolvi falar a verdade:
-Eu te am... Quer dizer, você é chato, hein?
ARTE- TOZ

sábado, 19 de maio de 2012

Sim ao não querer


Temendo a solidão, te pedi para nos vermos amanhã, mas sua agenda já estava repleta de falsos compromissos. 
Sem outra opção marquei um encontro comigo hoje.
Ansiava teus beijos, mas sua boca estava ocupada saboreando olhares cegos.
Sorte! Beijei a vida.
Necessitava do seu abraço, porém teu braço nunca foi meu e nem de ninguém. 
Sem companhia, abracei o mundo com a minha alma.
Queria te olhar nos olhos, mas a tua visão nunca me alcançou, seus olhos só alcançam você. 
Por estar próximo, contemplei o meu coração.

Planejei sua companhia, mas você já tinha outros planos furados recém-cancelados.
Acompanhei-me então!

E assim, fiquei sem te ver.

Não mais o beijei.

Abraço não mais te dava.

Meus olhos não mais o procurava.

Só restou o eu.

Ontem eu pensava não saber viver sozinha, hoje sei que já vivo bem, sem você.


quinta-feira, 10 de maio de 2012

Se o amor não existir, eu invento


Aqui é uma cidade a parte!
Todos se amam nessa cidade.
Carisma, elogio e o bem querer exalam,
Nunca te viram, te adicionam e nunca mais falam.

Nesse lugar onde a falsidade impera,
Muitos sofrem do mal de Quimera.
Nos seus contatos sou só mais um,
Mais um que lê o seu reclamar e zum, zum, zum...

Redes sociais, cidades a parte,
Quase todo mundo tem não importa a idade.
Acredite, é quase um “BBB”.
Todos querem saber da sua vida, como vai você?...

O que você vai fazer? Com quem vai sair?
Sua página vira atrativo para alguém se divertir.
Riem da sua roupa, dizeres e questionam suas preferências,
Na era digital muitos perdem a essência.

Criolo procurou amor em São Paulo e achou almas vazias em bares.
Sendo ousada eu complemento: Vazios estão os ares, mares... Lares.
O lar coração evita guardar alguém,
Muitos têm medo de dar chance a outrem.

Desconfiança, medo e arrogância,
Deixando-nos cada vez mais ermos com tanta distancia.
E cada vez mais o próprio querer prossegue imperando,
E deixamos de erguer os sonhos dos que importam, assim eles ficam só falando, sonhando e falando...

“Não precisa morrer pra ver Deus, não precisa sofrer pra saber o que é melhor para você.”
Desligue-se! E ligue para um amigo.
Promova encontros com os outros e consigo.

Saia! Vá a museus, cinemas, saraus
E leve um aliado para afugentar os maus!

Até agora nada disse, mas enfim vou dizer:

Meus amigos eu não guardo na destra do computador.
Estão no lado esquerdo do meu peito, protegidos com zelo e amor.

terça-feira, 1 de maio de 2012

MEUS 17

Na procura dos meus dizeres perdidos, eis que encontro um texto confuso sem nexo!
Feito na ira dos 17 anos! Repleto  de dúvidas e dogmas, mas ainda vejo algo de mim!
Só sei da idade por causa do título, será que eu era (sou) previsível?
Deguste se possível!


Meus 17 - Por Luciana Ribeiro


Sofrer é mesmo necessário?
É inevitável!
Às vezes me faço acreditar que podemos escolher em sentir muito ou pouco, com motivo ou sem ele!

Assim escolho sofrer no agora para ser feliz sempre.  

Ser um ser racional ou emocional?

A emoção sempre nos dominará se a ela dermos espaço (ou não).

Miocárdio traidor!

Tende a quase sempre nos fazer chorar, seguir caminhos difíceis e dolorosos, afinal coração é terra onde ninguém anda, mas quem disse que eu quero desbravar novos lugares?

Já a mente não facilmente, mas acessível pode ser manipulada por outrem ou por mim.

Às vezes sinto e creio que posso mudar todos meus pensamentos, de tal maneira que minha mente persuasiva mudará o rumo das minhas emoções.

Inocência a minha!


Eu sou tudo aquilo que você já teve e não foi o suficiente.

Serei tudo o que você queria e precisava, mas jamais me conquistará novamente pra si!

O meu amor eu que faço, na minha mente e nos meus atos.

Tola, me engano.

Por que não amar no hoje?

Recuperar o tempo perdido!

Reviver um amor que ainda não foi vivido.

Depende de mim!

E na minha racionalidade ser feliz!






quinta-feira, 19 de abril de 2012

Inverter os sentidos


Esse texto surgiu após uma reunião com os Gerentes de Serviço do Social Bom Jesus em 19/04/2012.



Inverter os sentidos -  Por Luciana Ribeiro

Um olhar na rua, eu observo e penso: como tira-lo de lá?
Só oferecendo mais?
Talvez dando o que ele nunca teve!
E o que é que não teve quem já tem tanto?
Tanto descaso, mentiras, promessas, enfim tanto do nada!
Selva de pedras, corações de pedras, meninos da pedra e do pó.
Meninos e meninas vagando só!
E agora quem poderá defendê-los?
Sou Eu? Ou será você?
O nós desata nós!
Mas vivemos solitários, focados no sucesso que nunca chega!
Sonhamos conquistar reconhecimento, e assim não reconhecemos aquele que é feito da mesma matéria que a gente!
A gente não mais sente! Você se sente por ter status!
Quando abriremos nossos ouvidos para ver, apuraremos nosso tato para olhar, nossos corações para degustar?
Temos quatro operações matemáticas e a educação tem se restringido a somar e subtrair, sendo assim:
Mais um analfabeto na 8ª série! Comemoremos a diminuição do índice de analfabetismo!
Hahaha, só me resta rir da tristeza!
Eu não comemoro! Eu luto e passo a crer em previsões... As do tempo!
A meteorologia diz que um novo futuro virá (cremos)!
Chuvas de livros, rajadas de fotografias, inundações de danças, encenações escaldantes...
Façamos a nossa parte! Vivamos a nossa arte!
O tempo não espera acontecer, façamos a nossa parte de arte agora!



quinta-feira, 12 de abril de 2012

Tum Tuntum Tum Tuntum


A dança não exige música, prática ou lógica, mas requer algum ritmo, alma e coração
Coreografias são poemas que não podem ser recitados, movimentos exemplares místicos e únicos.
Sugestão de dança: deixe que as batidas do seu coração controlem seus passos.
Seja movimento. Levante-se, dance!





quarta-feira, 4 de abril de 2012

NÃO É QUESTÃO DE ACEITAÇÃO, E SIM DE SER. EU SOU


Sarau da Cooperifa, recuso-me a descrevê-lo! Eu ouso sentir.
Só posso expressar que em um mês de frequência exímia, me tornei outra!
Cooperifa hoje é um compromisso que me faz remarcar todos os outros!
Fonte inesgotável de conhecimento. Ensinou-me o que é Quilombo, etnia, cultura, raça, fé, literatura, entre outros de um modo que nenhuma rede de ensino formal conseguiu me fazer entender!
Obrigada Cooperifa, por esse primeiro mês de contato, é o primeiro de toda a vida.

Abaixo texto que fala de modo simplista sobre essa importante mudança: 

NÃO É QUESTÃO DE ACEITAÇÃO, E SIM DE SER. EU SOU - Por Luciana Ribeiro

Precisei de 23 anos para assumir o meu cabelo e mais alguns meses para descobrir o valor que ele tem!
Levei 24 anos da minha vida para descobrir a periferia, e pouco dela conheço e eu sempre estive aqui. O mesmo tempo para ouvir e tentar desmistificar o RAP. Envergonho-me ao falar, pois já reneguei muito do que sou com vergonha e receio de não ser aceita.
Reinvento-me todos os dias, nem eu sou cópia minha!
Hoje pouco me penteio para sair! Uso tons fortes para colorir meus olhos, que sutilmente colorem e alegram minha alma.
Adquiri a necessidade de saber os nomes das ruas de onde moro antes de conhecer outro estado, confesso que só sei duas ou três, com um pouco de esforço já consigo citar bairros próximos.
Reconheço meus vizinhos da frente e os da casa ao lado. A Dona Branca e o Seu Zé passaram a receber meu bom dia pela manhã!
Tardou, mas metamorfoseio rápido, mudanças de um mês! Foi bem assim, dormi e acordei querendo buscar minhas origens.
Novela não consegue meu ibope. Tenho compromisso com a periferia, toda quarta-feira tem Sarau da Cooperifa. Lá eu vejo raiva, o belo, a verdade, sensações, tudo exposto por aqueles que também não tem tempo a perder!
Tenho tido sonhos com antepassados, reconheço meu som em músicas até então desconhecidas, me visto com flores e coragem.
E nessa ânsia de me reconhecer descubro que fui enganada esse tempo todo, não sou a minoria, sou a igualdade!
Que os maus se preocupem, peguei minha carta de alforria!
E aos meus medos, dogmas e receios eu decreto a liberdade, sejam livres!
Não voltem mais! 



"Pode crer esperei a semana inteira,  hey finalmente hoje é quarta-feira. Vou subindo a ladeira, vou no passo a passo, no swing, no balanço ritmando no compasso.
Uh Cooperifa meu Quilombo Cultural.
Eh poesia literatura marginal.
Uh Cooperifa no risco da caneta, PERIFERIA ACADEMIA DAS LETRAS" Quilombo Cultural - Jairo Periafricania