Na procura dos meus dizeres perdidos, eis que encontro um texto confuso sem nexo!
Feito na ira dos 17 anos! Repleto de dúvidas e dogmas, mas ainda vejo algo de mim!
Só sei da idade por causa do título, será que eu era (sou) previsível?
Deguste se possível!
Meus 17 - Por Luciana Ribeiro
Sofrer
é mesmo necessário?
É
inevitável!
Às
vezes me faço acreditar que podemos escolher em sentir muito ou pouco, com
motivo ou sem ele!
Assim
escolho sofrer no agora para ser feliz sempre.
Ser
um ser racional ou emocional?
A
emoção sempre nos dominará se a ela dermos espaço (ou não).
Miocárdio
traidor!
Tende
a quase sempre nos fazer chorar, seguir caminhos difíceis e dolorosos, afinal
coração é terra onde ninguém anda, mas quem disse que eu quero desbravar novos
lugares?
Já a
mente não facilmente, mas acessível pode ser manipulada por outrem ou por mim.
Às
vezes sinto e creio que posso mudar todos meus pensamentos, de tal maneira que
minha mente persuasiva mudará o rumo das minhas emoções.
Inocência
a minha!
Eu
sou tudo aquilo que você já teve e não foi o suficiente.
Serei
tudo o que você queria e precisava, mas jamais me conquistará novamente pra si!
O
meu amor eu que faço, na minha mente e nos meus atos.
A dança não exige música, prática ou lógica, mas requer algum ritmo, alma e coração
Coreografias são poemas que não podem ser recitados, movimentos exemplares místicos e únicos.
Sugestão de dança: deixe que as batidas do seu coração controlem seus passos.
Seja movimento. Levante-se, dance!
Sarau da Cooperifa, recuso-me a descrevê-lo! Eu ouso sentir.
Só posso expressar que em um mês de frequência exímia, me
tornei outra!
Cooperifa hoje é um compromisso que me faz remarcar todos os
outros!
Fonte inesgotável de conhecimento. Ensinou-me o que é
Quilombo, etnia, cultura, raça, fé, literatura, entre outros de um modo que
nenhuma rede de ensino formal conseguiu me fazer entender!
Obrigada Cooperifa, por esse primeiro mês de contato, é o
primeiro de toda a vida.
Abaixo texto que fala de modo simplista sobre essa
importante mudança:
NÃO É QUESTÃO DE ACEITAÇÃO, E SIM DE SER. EU SOU - Por Luciana Ribeiro
Precisei de 23 anos para assumir o meu cabelo e mais alguns
meses para descobrir o valor que ele tem!
Levei 24 anos da minha vida para descobrir a periferia, e
pouco dela conheço e eu sempre estive aqui. O mesmo tempo para ouvir e tentar
desmistificar o RAP. Envergonho-me ao falar, pois já reneguei muito do que sou
com vergonha e receio de não ser aceita.
Reinvento-me todos os dias, nem eu sou cópia minha!
Hoje pouco me penteio para sair! Uso tons fortes para
colorir meus olhos, que sutilmente colorem e alegram minha alma.
Adquiri a necessidade de saber os nomes das ruas de onde
moro antes de conhecer outro estado, confesso que só sei duas ou três, com um
pouco de esforço já consigo citar bairros próximos.
Reconheço meus vizinhos da frente e os da casa ao lado. A Dona
Branca e o Seu Zé passaram a receber meu bom dia pela manhã!
Tardou, mas metamorfoseio rápido, mudanças de um mês! Foi
bem assim, dormi e acordei querendo buscar minhas origens.
Novela não consegue meu ibope. Tenho compromisso com a
periferia, toda quarta-feira tem Sarau da Cooperifa. Lá eu vejo raiva, o belo,
a verdade, sensações, tudo exposto por aqueles que também não tem tempo a
perder!
Tenho tido sonhos com antepassados, reconheço meu som em
músicas até então desconhecidas, me visto com flores e coragem.
E nessa ânsia de me reconhecer descubro que fui enganada
esse tempo todo, não sou a minoria, sou a igualdade!
Que os maus se preocupem, peguei minha carta de alforria!
E aos meus medos, dogmas e receios eu decreto a liberdade, sejam livres!
Não voltem mais!
"Pode crer esperei a semana inteira, hey finalmente hoje é quarta-feira. Vou
subindo a ladeira, vou no passo a passo, no swing, no balanço ritmando no
compasso.
Uh Cooperifa meu Quilombo Cultural.
Eh poesia literatura marginal.
Uh Cooperifa no risco da caneta, PERIFERIA ACADEMIA DAS
LETRAS" Quilombo Cultural - Jairo Periafricania