hoje eu resolvi abrir o peito
e enxergar o quanto que cabe aqui dentro
foram mais de 20 anos tentado me esconder
buscando uma resposta que me fizesse ver
entregando para tantos o que só cabe a mim
um coração sofrido que pra toda dor consente um sim
e ao findar de cada experiência
sente mais os hematomas do que a própria consciência
preta blindada dos pés a cabeça
fria por necessidade, não por natureza
busco nutri meu ori pra achar uma fortaleza
e ainda que fraca que haja luz e aqueça
minha pele negra também busca um lugar ao sol
quero meu espaço mas vocês me cedem um anzol
dizendo que agora tenho uma vara pra pescar
mas não é igual a sua, né? É fácil notar
por séculos convivemos com a escravidão
fomos soltos sem direito a um pedaço de chão
o reflexo do mal feito é visto hoje nas quebradas
gente preta é a maior parte da classe favelada
os livros que eu li eram da filha da patroa
porque ela dizia que depois de um tempo isso enjoa
e até hoje por eles eu tenho obstinação
os livros na minha casa são mais que objeto de decoração
por anos me afastei das línguas do colonizador
achava que estuda-las me tornaria talvez mais inferior
ignorância minha, achar que o venceria sem ler meu manual de instrução
mas hoje eu estudo seus dialetos e renovo minha munição
cade vez que eu abro a boca eu ouço o ruído dos chicotes
a impecabilidade da nossa língua foi adquirida nos açoites
pra me fortificar ouço palavras em yoruba
busco saber sobre orixás e patuás
ninguém esconde mais de mim minha própria história
e pode chamar mesmo me de vitimismo meu plano de vitória
já tou ligando a diáspora daqui com a diáspora de lá
e logo menos vocês irão avistar
uma legião vestida de preto que não abaixa a cabeça
não se contenta com lei áurea, quer mais é ser realeza
vai devolver com diplomas cada soco e esporro
aqui ninguém mais marca toca e precisar asfixiamos com gorro
não alisarei meu cabelo para ser aceita
hoje sei que nossa religião não é seita
todos esses mal tratos é uma dívida sem reparação
por isso eu quero cotas e tudo que houver cifrão
sou afilhada bastarda e não quero ser filha da pátria
sou a própria puta por tantas vezes sexualizada
minhas ancestrais tiveram as saias levantas
e daí que surge tanta gente miscigenada
por isso não vejo beleza no processo de miscigenação
e nem quando os brancos exclamam: eu tenho sangue de negão
essas frases não provam nada e só trazem mais dor
então faz um chá de bom senso e tome um gole por favor
não sou filha de pardal, muito menos de mula
não tenho didática minha ira não cabe em bula
e se pode não ser menos preconceituoso, disfarce
pegue suas falsas verdade e engula
domingo, 17 de janeiro de 2016
terça-feira, 17 de novembro de 2015
se eu me morresse ...
o que não mata dá um sooooooooooooooono
o que não mata dá uma dor aguda no estômago
o que não mata dá uns calafrios durante a noite toda
o que não mata dá uns tapas e te traz pra realidade
o que não mata dá sede
o que não mata lembra que você é seca
(e você nunca morreu por só secar)
o que não mata é o insuficiente pra atingir um corpo que já sentiu tanto
bicho ruim não morre
se fere
flagela
espanca
estanca
estanca
volta a espancar
quase estanca
mas porra
num morre
se eu me morresse
morria!
mas não morre
porre
socorre
corre
corre
corre
corre
corre
cansa
cansa...
bicho ruim
só fere
refere
se ferre
bicho ruim
só erra
nem sente que errou
num sente
imagina, bicho sente?
num sente
é calculista
prevê tudo
imagina cada dor que já causou
isso de ser bicho
que não tem peito
que faz do pulmão o seu amuleto
perde o ar é mata tudo de asfixia
bicho ruim que de tudo lhe tocou
quando toca, é tocado
deixado de lado
é tipo cachorrinho
que dá carinho
pega ossinho
mas se fizer xixi dentro de casa
acabou!
xô, xô, xô ...
se eu me morresse
eu mesmo me matava
mas sou lacuna
sou inapropriada
eu não me morro
eu mordo
mas não morro
porque você não pegou seu falo
enfiou até o talo e disse:
é assim? cê gosta
mas não seu silêncio é baixinho
e me rasga lentamente
aos pouquinhos
sem perdão
eu quase morro
mas eu não sei morrer
vivo a beira de um desespero
mas não sei morrer
noite passada eu tentei
eu juro que tentei
mas
o que não mata dá um sooooooooooooooono
o que não mata dá uma dor aguda no estômago
o que não mata dá uns calafrios durante a noite toda
o que não mata dá uns tapas e te traz pra realidade
o que não mata dá sede
o que não mata lembra que você é seca
(e você nunca morreu por só secar)
o que não mata é o insuficiente pra atingir um corpo que já sentiu tanto
.
o que não mata dá uma dor aguda no estômago
o que não mata dá uns calafrios durante a noite toda
o que não mata dá uns tapas e te traz pra realidade
o que não mata dá sede
o que não mata lembra que você é seca
(e você nunca morreu por só secar)
o que não mata é o insuficiente pra atingir um corpo que já sentiu tanto
bicho ruim não morre
se fere
flagela
espanca
estanca
estanca
volta a espancar
quase estanca
mas porra
num morre
se eu me morresse
morria!
mas não morre
porre
socorre
corre
corre
corre
corre
corre
cansa
cansa...
bicho ruim
só fere
refere
se ferre
bicho ruim
só erra
nem sente que errou
num sente
imagina, bicho sente?
num sente
é calculista
prevê tudo
imagina cada dor que já causou
isso de ser bicho
que não tem peito
que faz do pulmão o seu amuleto
perde o ar é mata tudo de asfixia
bicho ruim que de tudo lhe tocou
quando toca, é tocado
deixado de lado
é tipo cachorrinho
que dá carinho
pega ossinho
mas se fizer xixi dentro de casa
acabou!
xô, xô, xô ...
se eu me morresse
eu mesmo me matava
mas sou lacuna
sou inapropriada
eu não me morro
eu mordo
mas não morro
porque você não pegou seu falo
enfiou até o talo e disse:
é assim? cê gosta
mas não seu silêncio é baixinho
e me rasga lentamente
aos pouquinhos
sem perdão
eu quase morro
mas eu não sei morrer
vivo a beira de um desespero
mas não sei morrer
noite passada eu tentei
eu juro que tentei
mas
o que não mata dá um sooooooooooooooono
o que não mata dá uma dor aguda no estômago
o que não mata dá uns calafrios durante a noite toda
o que não mata dá uns tapas e te traz pra realidade
o que não mata dá sede
o que não mata lembra que você é seca
(e você nunca morreu por só secar)
o que não mata é o insuficiente pra atingir um corpo que já sentiu tanto
.
terça-feira, 10 de novembro de 2015
take care - luz ribeiro
dias desses vai chegar um e-mail
dizendo oi e tantas outras coisas
mas tudo em português
porque você gosta é de dominar tudo
--- linguagem e língua ---
eu que também sou de possuir
me vi pressa em um silêncio que não cabia fugas
apenas
baixos sussurros grudados na parede
de som leve, mas de pesar oco
suspeito que decodificou meus mapas
com um tempo de quem tinha toda a vida
só
pra fazer aquilo
enquanto eu reconhecia cada corte seu
num misto
de querer fugir
de querer ficar
de te querer levar
de me querer partir
nos meios
procuro em imaginações o roxo da pele
o gosto do dorso
queria descobrir teu código
mas ao contrário de mim
não é presa fácil ---
teu soco é dentro
tilinta e lateja no pupilar dos olhos
a cada novo toque ficava eu presa a faixas de alta compreensão
--- pele de solidão
você sorriu (mais) depois
e como se soubesse
perguntava sempre num deslize
tudo bem?
eu ainda não toquei na mala
eu ainda não mexi na prateleira
eu ainda
eu ainda não
despedi sem fim
...
...
...
take care
.
dizendo oi e tantas outras coisas
mas tudo em português
porque você gosta é de dominar tudo
--- linguagem e língua ---
eu que também sou de possuir
me vi pressa em um silêncio que não cabia fugas
apenas
baixos sussurros grudados na parede
de som leve, mas de pesar oco
suspeito que decodificou meus mapas
com um tempo de quem tinha toda a vida
só
pra fazer aquilo
enquanto eu reconhecia cada corte seu
num misto
de querer fugir
de querer ficar
de te querer levar
de me querer partir
nos meios
procuro em imaginações o roxo da pele
o gosto do dorso
queria descobrir teu código
mas ao contrário de mim
não é presa fácil ---
teu soco é dentro
tilinta e lateja no pupilar dos olhos
a cada novo toque ficava eu presa a faixas de alta compreensão
--- pele de solidão
você sorriu (mais) depois
e como se soubesse
perguntava sempre num deslize
tudo bem?
eu ainda não toquei na mala
eu ainda não mexi na prateleira
eu ainda
eu ainda não
despedi sem fim
...
...
...
take care
.
domingo, 8 de fevereiro de 2015
ser eu poesia
noite como outrora nunca vista
as estrelas pareciam querer cair
com desvelo segurei uma delas
entre o polegar e o indicador
e de modo brusco, movimentei-a
move-la de lugar, ser eu passagem.
sobre minha cabeça
um mobile feito, pelo cria-dor
e cria-ação que sou me encantei, sorri
de modo ingênuo exclui o verbo chorar
anulei o sofrer sempre presente
restou alegria, ser eu feliz.
tirei o chinelo e andei vagarosamente
contemplando o grandioso e minucioso
todo pouco universo
grão de areia entre meus dedos
me causando leve incomodo
breves cócegas, ser eu leve.
olhos fechados pra ouvir o cochichar do mundo
ficar imóvel para encontrar ondas
e só, só esperar, esperar...
mas carrego por segurança amarguras
sendo assim por zelo, o tal sal em mim, não tocou
pensei com dor, por ser eu dura.
cheiro forte ainda não provado
disparou a adentrar pelas narinas
completou o vago que restava
apoderou-se do eu, encheu
nessa noite eu fui amada
ganhei sentidos, ser eu autor.
me quis pequena e frágil
me desenhei menina afável
apaguei a frigidez, fui ágil
desenhei sonhos palpáveis
não derramei lágrimas por lucidez
e ainda assim lavei a alma, ser eu água.
noturna tudo fui
rodeada de sensações
sem gosto, sem cheiro
era cem expectativa
juro, pouco sei da vida
e o que observo, escrevo
por nascer defeituosa, ser eu poeta.
![]() |
| Foto: Vinicius Souza |
quinta-feira, 12 de junho de 2014
#tatenocopa , mas
por Lu'z Ribeiro
Licença, posso entrar? Não, né, mas ...
Fiquei sabendo que ta rolando lixeira de 8 mil na Oscar Freire, o senhor sabe como é, eu moro no lixão, será que rola um empréstimo? Pode ser de oito mil mesmo, ou menos pra eu comprar um barraquinho com vista pro córrego e direito a teto solar, naquele terreno que logo será reintegrado.
Eu que sempre morei na rua, morria de inveja do Paulinho que tinha escoriações corpo a fora causado pela água sem tratamento que ele se banhava e bebia justo eu que nem água tenho, já vontade de chorar me sobra, mas suspeito que meu peito seja volume morto
Talvez eu esteja pedindo demais, então libera pra mim e pra minha filha um pedaço das novas 15 pontes de embarque que foram construídas para os aeroportos? Podia ser ali no JK, dizem que tem tudo: esteira rolante, elevador e carrinhos para bagagens de 2,5 mil reais, ia ser ostentação morar bem ali debaixo, da ponte.
Por enquanto meu terreno é uma caixa de papelão de maquina de lavar, é grande cabe direitinho eu e minha filhinha a Duda, mas já ta meio gasta a chuva não perdoa, leva tudo e as vezes nem lava, meu cachorro o Tobias tenta estragar o papelão rasgando, mas eu faço marcação cerrada, ele rosna e eu rosno também, onde já se viu quem manda ali, sou eu.
Dias desses enquanto eu livrava uns trocados perto de uma escola, notei umas crianças completando uns álbuns de figurinha, estavam todas muito afoitas, algumas até com falta de paciência lambiam as figurinhas e colavam com saliva as figuras, pra que vimos isso? Agora Maria Eduarda só sabe é estragar nossas camas, todo papelão que ela vê, logo lambe e cola no poste, eu até penso em brigar, mas acabo sorrindo, acho bonito.
Quando o sol se mostra eu acampo na frente do bar do Zé, lá tem tevê e eu posso me inteirar dos assuntos do dia a dia, ver nosso bom futebol e às vezes me distrair com a conversa dos clientes, recentemente tinha uma mulata, puta mulher linda, marcando programa com um gringo que garantia pagar em dólar, comiam torresmo e bebiam uma coca gelada parecia cena de filme nacional, o local todo enfeitado de bandeirolas promocionais do tal refrigerante, onde se podia ler “co-pa de to-dos”, poxa, me emocionei, achei lindo demais, queria pelo menos uma vez fazer parte do todo, que tolo.
Já te disse que sou corinthiano? Desde criancinha, e da orgulho demais ver o Itaquerão, o nosso Itaquerão erguido, eu que nunca tive lar vejo meu time ganhar casa e a estréia da Seleção vai ser lá, na nossa casa, pena não ter ingresso, que eu pague, nem o regresso a Bahia ta sendo possível. Ah quando foram manifestar na frente do estádio fui lá defender, ahhhhhh agora querem hospital e escola, salário???... vixi Nossa Senhora Desaparecida, querem coisas demais.
Mas voltando a casa, e ai como eu fico ou não fico??? Tou vindo buscar minha herança de modo amistoso, como foi o Brasil e Servia, é que ouvi o Neymar cantando o hino e parei na frase “dos filhos deste solo, és mãe gentil, pátria amada...”, pois é tou nem querendo um Palácio em seus terrenos elevados, mas já que és tão gentil e ao que me parece sou seu filho, tou nem pedindo um lugar junto com seus convidados, sentados a mesa da sua copa, mas na situação que me deixou, da um banheirinho nos fundos e estamos resolvidos.
quarta-feira, 29 de janeiro de 2014
pequenino
inefável, primeiro pensamento ao céu:
lilás, azul, rosa e com toques amarelados
aurora boreal? não, não era
foi simplesmente deus, querendo me fazer rir às 18 horas.
e no céu de aquarela, luzes e cores que eu jamais criaria
clima quente com vento gelado
fazendo da blusa meia-estação que eu usava a roupa perfeita.
ônibus cheios, porém meu lugar esteve sempre reservado.
nessa noite não ganhei colo da mamãe
ao invés disso cedi a ela o meu.
meu canto desafinado permitiu que eu ouvisse a melhor canção do
dia:
o riso dos meninos.
do amor nada além de “oi”,
mas para quem não esperava nada, já bastou.
fotografei o que alcancei, pois mais tarde me pediram provas
mesmo sendo tudo verdade.
é bom que saibam que eu acordei sem sorriso,
mas vou dormir sendo este.
oração: que eu perceba sempre suas cocegas, amém.
sem obstinação em vê-lo, o sentir já me envolve.
hoje, eu senti deus bem pequeno,
senti deus menino, inocente no desenhar.
que colore sem outra pretensão que não seja o agrado e o riso.
senti deus tão pequeno, que até agora ele permanece preenchendo
meu coração.
![]() |
| ilustração: Branca Freitas |
quinta-feira, 11 de julho de 2013
do lado esquerdo
![]() |
| (ilustração Branca Freitas) |
nas
noites em que sua presença é real
e
o meu eu se torna nosso
o
sonho continua sendo o que é
e
a felicidade chega parecendo ser verdade.
nas
manhãs em que seu olhar nasce antes do sol
eu
adormeço meus sentidos com seu calor
perco
a fala, pouco ouço e busco óculos
e
acredito poder amar de verdade.
nos
dias em que o medo e a solidão aparecem,
eu
finjo ter coragem e me escondo atrás de uma postura ereta,
dizeres
complexos, exaustivos e enigmáticos
e
a correnteza parece não findar no interno.
no
dia em que eu conseguir mostrar que ultrapassou o prazer,
que
foi além do passatempo, muito mais que satisfação e gozar
e
não mais necessite do recíproco, mas do fazer entender,
talvez
eu consiga dizer sim ou não.
na
ausência do que finjo ser, se o eu aparecer,
a
dor chegará preenchendo espaços e não haverá outras dúvidas,
e
talvez eu volte a prosseguir enfim, sem pensar no que deixei para trás,
mas
visando o que está ao lado para seguir em frente.
terça-feira, 2 de julho de 2013
pode levar
leve, leve, leve
leve, leve, leve ...
leve consigo estes beijos
faciais
quando os quero, boca
as palavras amigas
que já foram sussurros.
aqueles abraços completos
que esmurram meu estomago.
leve, leve, leve
dentro e fundo (psiu).
de que me vale
a folha pálida
que me cativa a escrever?
para que eu quero
canetas transparentes?
nada resolvem,
inquietam-me.
não trazem cura aos males
universais
nem aos meus, quiçá.
e assim, eu sigo
com frases perdidas
rascunhos de eu’s, soltos
tolos, tilos e ralos.
tenho todo-mundo bem aqui
tem o mundo-todo, bem.
quero o verbo que conjuga
gente
a gente, a gente-todo.
ando e canso de ouvir:
poetas. quero só poesia
pois tem me doído
ouvir sem ler nos olhos.
anseio versos não recitados
mudas-falas
de poemas na planta do pé.
calem os sentidos
para eu sentir o outro.
ouvir as mesmas notas
mil e mais vezes
e sem escrever, in-ventar.
que o vento leve, leve
mudas folhas e canetas verdes
pra outros, pra longe
enquanto não, escrevo.
segunda-feira, 3 de junho de 2013
eterno contínuo por Juliana Vaz
não precisa de introdução porque é todo amor:
"E lá vamos nós!!!
Quando uma amiga brota um livro que lê e escreve a nossa alma a gente fica ansioso como no primeiro dia de aula... Como na primeira ida ao parque e como o primeiro tudo nessa vida...
É assim que me sinto ao saber que o Eterno Continuo vem ai, como uma extensão palpável de tudo que ouço e sinto.
É como um sobrinho que nasce vindo dessa irmã que Deus colocou no meu caminho exatamente no momento que eu ansiava por companhia...
Terei além da sua alma um pedaço seu aqui, ao alcance de minhas mãos pra me lembrar o quanto é bom viver quando se tem pessoas como vc, pra iluminar a nossa existência." Juliana Vaz
"E lá vamos nós!!!
Quando uma amiga brota um livro que lê e escreve a nossa alma a gente fica ansioso como no primeiro dia de aula... Como na primeira ida ao parque e como o primeiro tudo nessa vida...
É assim que me sinto ao saber que o Eterno Continuo vem ai, como uma extensão palpável de tudo que ouço e sinto.
É como um sobrinho que nasce vindo dessa irmã que Deus colocou no meu caminho exatamente no momento que eu ansiava por companhia...
Terei além da sua alma um pedaço seu aqui, ao alcance de minhas mãos pra me lembrar o quanto é bom viver quando se tem pessoas como vc, pra iluminar a nossa existência." Juliana Vaz
sábado, 1 de junho de 2013
faltam 5 dias
faltam 5 dias para eterno contínuo, confira mais uma poesia
8 de 80
pensando no
que posso ser eu
deparo-me com o que fiz de você
coloquei-te em versos da minha poesia
tornei-me letrista
desenhos improvisados
e canção me fiz.
deparo-me com o que fiz de você
coloquei-te em versos da minha poesia
tornei-me letrista
desenhos improvisados
e canção me fiz.
ofereci meu
corpo a ti,
sem responder me disse não
o silêncio fez um abismo sem fim
e da dúvida um ornamento atual.
sem responder me disse não
o silêncio fez um abismo sem fim
e da dúvida um ornamento atual.
policio-me
querendo escrever só o que de fato sinto
sem me permitir o exagero,
mas hoje é soro, é flor,
canção abstrata, poesia errada.
sem me permitir o exagero,
mas hoje é soro, é flor,
canção abstrata, poesia errada.
não
esquecer:
amor de geladeira não se leva pra casa.
poesia de amigo não é poesia de amor.
se bate tão gelado não há querer que o aqueça.
manter a chama acessa sem desligar o ventilador.
amor de geladeira não se leva pra casa.
poesia de amigo não é poesia de amor.
se bate tão gelado não há querer que o aqueça.
manter a chama acessa sem desligar o ventilador.
das meias
verdades que te disse
ficou a vontade de dizê-las completas.
das noites que nos vimos com hora marcada
marcou mais as imprevisíveis.
das métricas que regem a poesias
gosto mais das que não têm.
dos seus medos o mais certo
outro amor se acaba, em começo (in)feliz.
ficou a vontade de dizê-las completas.
das noites que nos vimos com hora marcada
marcou mais as imprevisíveis.
das métricas que regem a poesias
gosto mais das que não têm.
dos seus medos o mais certo
outro amor se acaba, em começo (in)feliz.
e depois de
buscas errôneas,
corpos distantes
pijama novo usado
resta-me a simples constatação:
o seu mundo é grande demais,
não cabe nós dois.
corpos distantes
pijama novo usado
resta-me a simples constatação:
o seu mundo é grande demais,
não cabe nós dois.
![]() |
| Ilustração - Branca Freitas |
quarta-feira, 29 de maio de 2013
Prefácio - por Jonatas Eliakim
eterno contínuo é toda poesia que fez meu coração bater, doer, saltar e todo o mais, são os versos mais sinceros, mais duros e mais doces.
selecionei textos para compor um corpo eterno e contínuo.
e como é amor desde o planejamento, antes de muito, busquei amor, assim compõe em graça, orelhas de NI BRISANT, prefácio de JONATAS ELIAKIM, posfácio de THIAGO PEIXOTO, contra capa e diagramação de DANIEL MINCHONI e ilustrações de BRANCA FREITAS.
são parceiros das cenas contemporâneas, são irmãos, são amigos, são heróis e são combustíveis para eu ser um ser humano melhor.
hoje solto com alegria e amor, o texto que abrirá meu livro, deste cara que pra muitos é mais um Jow, mas pra mim, é a minha primeira escrita, é a nuvem mais bela, meu riso mais sincero, aquele que sem medo chamo de melhor amigo, é meu todo-mundo, se algo de fato o define: zelo.
abaixo o prefácio de eterno contínuo:
selecionei textos para compor um corpo eterno e contínuo.
e como é amor desde o planejamento, antes de muito, busquei amor, assim compõe em graça, orelhas de NI BRISANT, prefácio de JONATAS ELIAKIM, posfácio de THIAGO PEIXOTO, contra capa e diagramação de DANIEL MINCHONI e ilustrações de BRANCA FREITAS.
são parceiros das cenas contemporâneas, são irmãos, são amigos, são heróis e são combustíveis para eu ser um ser humano melhor.
hoje solto com alegria e amor, o texto que abrirá meu livro, deste cara que pra muitos é mais um Jow, mas pra mim, é a minha primeira escrita, é a nuvem mais bela, meu riso mais sincero, aquele que sem medo chamo de melhor amigo, é meu todo-mundo, se algo de fato o define: zelo.
abaixo o prefácio de eterno contínuo:
Na Bíblia, a criação começa pela luz, que inaugura o universo
separando o dia da noite. É ela que nos permite enxergar o mundo e, no entanto,
é quase impossível visualizar sua verdadeira natureza. Como se não bastasse,
tem propriedades tão estranhas e contraditórias que confunde até os físicos
mais experientes.
Para alguns estudiosos, tudo indica que a luz não passava de uma
onda. Como o som ou o movimento do mar, ela seria refletida ao encontrar algo
como um espelho e sofreria interferência ao cruzar com outras ondas. Mas,
diferente de uma onda, a Luz se propaga no vácuo e não precisa ser conduzida por
um meio como a água ou o ar.
A tese de que a luz é uma onda começou a ser contestada quando os
cientistas constataram que ela se comporta de modo muito variado, parecendo,
por vezes, composta por muitas partículas. Ela funciona com uma lógica própria,
diferente da esperada, é onda e, também, partícula; é emoção e razão; é
preciosismo conservador e revoltosa quebra de todas as barreiras.
Este livro é uma pequena amostra das variações da Lu’z sobre os
dias. Assim como o sol ilumina a todos, marcando a passagem do tempo de cada
indivíduo ao percorrer seu caminho, estes textos mostram um caminho muito
peculiar e particular, que é, sem sombra de dúvidas, o caminho de todos.
Ilumine-se!
Jonatas Eliakim
terça-feira, 28 de maio de 2013
Realese
venho compartilhar as sensações cotidianas agora que está cada vez mais perto d o nascimento de "eterno contínuo" já não durmo bem, frio, medo e uma correria dos diabos... mas a sensação de ter o peito rasgado é impagável.
hoje compartilho com vocês dizeres de NI BRISANT sobre a estréia deste livrinho:
" Eterno Contínuo salta das gavetas do cotidiano para dar voz a uma fênix em chamas, Lu’z Ribeiro. Neste livro de estréia, Lu’z apresenta poemas lapidados sob o ritmo frenético de Sampa, mas com a sensibilidade e força de alguém que não se deixa anular.
Como água, suas poesias percorrem diversos temas, formas, perspectivas – tudo para testar os limites da linguagem, irrigar corações e fazer-se sentir. Sem a obrigação de dar ou fazer sentido, o intuito aqui é não ser silêncio, não por acaso.
Eterno contínuo é entrega, amor sem divórcios.
É Lu’z, do início ao todo." - Por Ni Brisant.
Como água, suas poesias percorrem diversos temas, formas, perspectivas – tudo para testar os limites da linguagem, irrigar corações e fazer-se sentir. Sem a obrigação de dar ou fazer sentido, o intuito aqui é não ser silêncio, não por acaso.
Eterno contínuo é entrega, amor sem divórcios.
É Lu’z, do início ao todo." - Por Ni Brisant.
segunda-feira, 27 de maio de 2013
eterno contínuo - por Rafael Marques
dia 06/06 brotará meu primeiro livro, e é tanta alegria que sinto que acabo por contaminar algumas pessoas, abaixo segue texto de Rafael Marques sobre o nascimento de "eterno contínuo" .
Numa
eternidade de instantes tomados por trevas tudo é tão
horrível e ao mesmo tempo tão invisível diante de olhos cobertos pela pez negra
da indiferença e outros sentimentos mesquinhos, que o mais miserável flash de
amor é capaz de salvar almas deste inferno.
Uma
vez que a verdade toma sua forma, não há quem não a reconheça, mesmo no breu.
Por mais que se queira passar indiferente pela tragédia que encenamos
cotidiana(mente) uma vez que a Lu’z se apodere do escuro não há como permanecer
igual.
A
busca pela felicidade é uma constante e infindável aventura pelo seu “eu
interior”, é preciso enfrentar todos os perigos e monstros que trazemos
adormecidos cravados sob a pele. Neste épico ETERNO E CONTÍNUO a Lu’z é o mais
valioso aliado dos habitantes da escuridão.
Buscando
uma Lu’z para me livrar da condenação infernal me internei na leitura eterna e
continuamente, só depois de internado me vi livre e perdi toda sanidade que
assola as pessoas comuns. Passei a rascunhar textos ou seriam ensaios de minha vida?
Ao certo só posso dizer que me despi da certeza e me encontro em você que lê
isto e nas outras milhares de pessoas que perambulam por esta terra.
O
que era maldição virou benção e tenho gratidão a cada poesia reveladora, não
como uma vidente que prevê o futuro, mas com uma (e)vidente resposta, somos o
presente.
Por
não saber disto já estive longe de minha própria existência, por vezes
revirando as gavetas de arquivos mortos-vivos do passado e por vezes sendo
atropelado pelo presente enquanto vislumbrava, no escuro, o futuro que nunca
tive.
Este
livro é um presente, feito no presente e que contém altas doses embriagantes de
sentimentos presentes em você mesmo, não se poupe e aproveite o presente,
embriague-se.
Aqui
se encontrará a morte, a vida e o renascimento em sentimentos que usaram letras
para se tornarem compreensíveis, mas o seu esforço deverá ser maior do que uma
simples passada de olhos sobre as palavras, tudo é sentimento então faça como a
autora, rasgue seu peito e liberte seu coração de si, a escuridão não terá mais
poder sobre você e haverá Lu’z, muita Lu’z.
Antes
de mais nada um aviso:
Cuidado
olhos que se abrem virginalmente a Lu’z sofrerão uma tentação para voltarem a
se fechar, não ceda vá em direção a Lu’z.
sábado, 13 de abril de 2013
13 estrofes de aço
brinco de ser pequena
me infiltro em seus espaços.
quando já aquecida
me projeto, abraço.
suas mãos retribuem
nos transformam em laços.
me infiltro em seus espaços.
quando já aquecida
me projeto, abraço.
suas mãos retribuem
nos transformam em laços.
coração quebrantado
juro, já foi aço.
era música sem melodia
agora sou letra e compasso.
começou só com olhares
dispensou beijos e amassos.
juro, já foi aço.
era música sem melodia
agora sou letra e compasso.
começou só com olhares
dispensou beijos e amassos.
pra preencher o vazio
fumava maços e maços.
seu carinho me faz maior
o sofrer, escasso.
não vivo em solidão
tenho outro par de passos.
fumava maços e maços.
seu carinho me faz maior
o sofrer, escasso.
não vivo em solidão
tenho outro par de passos.
por você sou menos poeta
em seus versos nasço.
lendo essa história inteira
lembrei que de silaba já fui pedaço.
se viver de poesia possível fosse
das suas tenho quase um calhamaço.
em seus versos nasço.
lendo essa história inteira
lembrei que de silaba já fui pedaço.
se viver de poesia possível fosse
das suas tenho quase um calhamaço.
se pintura fossemos
obra tipo picasso.
jogada triunfal
aos 45’ do segundo tempo, golaço.
arquitetura renomada
digna de chamarmos paço.
obra tipo picasso.
jogada triunfal
aos 45’ do segundo tempo, golaço.
arquitetura renomada
digna de chamarmos paço.
já me flagelaram outros tantos
mas é por você que renasço.
busquei intensamente ser feliz
beirei o famoso cansaço.
aprendi até negar amor
já a você, nem ameaço.
mas é por você que renasço.
busquei intensamente ser feliz
beirei o famoso cansaço.
aprendi até negar amor
já a você, nem ameaço.
no tocar dos nossos lábios
não sinto gosto agraço.
delicio-me com a poupa, o sumo
mas já provei o bagaço.
ampliei meu paladar
a cada dia o refaço.
não sinto gosto agraço.
delicio-me com a poupa, o sumo
mas já provei o bagaço.
ampliei meu paladar
a cada dia o refaço.
somos escrita inconfundível
como a de torquato tasso.
que reconhecida é
seja no ipad ou no almaço.
não somos mais versos perdidos
nos encontramos houve enlaço.
como a de torquato tasso.
que reconhecida é
seja no ipad ou no almaço.
não somos mais versos perdidos
nos encontramos houve enlaço.
em nós há paisagem
compõe-nos areia e agarço.
não desprezamos sensações
convivemos bem mesmo quando mormaço.
há quem suspeite da nossa grandeza
só porque nos veem baraço.
compõe-nos areia e agarço.
não desprezamos sensações
convivemos bem mesmo quando mormaço.
há quem suspeite da nossa grandeza
só porque nos veem baraço.
muito seriamos
se fossemos colaços,
amizade fiel
como de júlio cesár e crasso,
ou ligação fundamental
da mão com o braço.
se fossemos colaços,
amizade fiel
como de júlio cesár e crasso,
ou ligação fundamental
da mão com o braço.
porém somos pequenos
enlace de palhaços
que priorizam a lealdade
nos reconhecemos arapaços.
talvez, órgãos pouco citados,
mas importantes como o baço.
enlace de palhaços
que priorizam a lealdade
nos reconhecemos arapaços.
talvez, órgãos pouco citados,
mas importantes como o baço.
aos nossos miocárdios
demos ritmo como marca-passos
somos o contemplar durante o dia
a noite o realizar devasso
o despir da timidez
nos permitimos o desembaraço.
demos ritmo como marca-passos
somos o contemplar durante o dia
a noite o realizar devasso
o despir da timidez
nos permitimos o desembaraço.
é querendo te agradecer
que em rimas tortas me embaraço.
e buscado novos verbetes
levo da palavra puaços.
cansei de compor sozinha
admito, anseio seu traço.
que em rimas tortas me embaraço.
e buscado novos verbetes
levo da palavra puaços.
cansei de compor sozinha
admito, anseio seu traço.
quarta-feira, 27 de março de 2013
TO: VAZ
enquanto muitos buscam flores
pelo aroma, beleza e encanto
cultivo plantas
das mais simples, rusticas (talvez).
no Vaz(to) mundo
busco Ju's, Li's e Ana's
sendo este conjunto
uma das melhores composições que criei.
queria tanto compor um belo poema,
mas nada sei de flor
pouco sei de gente
penso, que nem saiba nada (ainda).
diante de tanta incerteza
vejo que erma não sou
tenho memória de riso
guardo abraços saudosos.
precisei de cinco estrofes pra nada dizer
versos que não se completam
um coração já contrito e flagelado
pra guardar-te, peço só que não repare ao entrar.
quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013
Lançamento Para Brisa
No dia 12/03 ocorrerá o lançamento do segundo livro do Ni Brisant na Livraria Suburbano Convicto, Para Brisa que já encanta pela capa feita por Mixel Nogueira, tem em seu miolo ilustras de Pim Lopes e Célio Luigi.O livro mostra atitude desde sua idealização, pois foi financiado por amigos que acreditam na poesia deste mano.Confira ai o texto que fiz ao parceiro Ni Brisant devido ao lançamento de Para Brisa:
Ni por Lu'z
Após serem lidas e devidamente digeridas suas frases giram em todo nosso
corpo, nos livram da inércia e provoca-nos. Esse Ni que hoje salta em suas
leituras, grita, silencia confunde-nos e atinge o mais profundo que há em
cada individuo, já se escondeu atrás de uma folha de sulfite que tremulava em
suas mãos e voz quase inaudível, mas independente de como ele surja e se mostre
a sinceridade e o amor chegam antes.
Por vezes, vejo-o bicho, como se o escrever lhe aparecesse como
função vital, escrita tão única que suspeito que ele já
tenha nascido com esse defeito e se que foi se aprimorando com outras leituras,
que não (só) a sua. Lê-lo é um misto de ser compreendido com uma
tortura de sentir-se tolo, ser ele e o todo sem ser ninguém é
complexo, mas necessário e vital.
Do Nivaldo tenho recordações de uns 05 anos atrás onde todos eram
Operadores de Telemarketing, mas ele era um sonhador. Gente que sonha pode ser
reconhecida pelos olhos; ele evitava olhar, mas quando o fazia
estava entregue e desarmado era evidente o quanto o mundo é pequeno
para o seu coração. Enquanto muitos ostentavam roupas da moda, ele
desfilava com livros, chegava a usar três ou mais em uma única semana, juro que
me intrigava quando ele os deixava com a capa voltada para baixo, parecia um
jogo e eu sempre perdia.
Penso que hoje é ganho, saber sobre suas leituras e partilhar as minhas,
trocar escritos, tê-lo perto é garantia de ser maior.
Aos que o leem, torço para que o conheçam, pois ele possui lindas
histórias, é aprendiz na vida, nos ensina verbos e mantras valorosos e ainda
sabe plantar flores no coração e sugere caminhos para que você mesmo a
cultive.
segunda-feira, 31 de dezembro de 2012
2012, seu lindo
2012 foi um ano digno de ser contado, tinha até me comprometido a não postar novas poesias aqui no blog e alimenta-lo mais de crônicas e contos, mas para presentear esse ano lindo (re)invento agradecimentos e disponibilizo uma poesia que me despe, me deixa nua e crua e mostra como bateu o miocárdio durante uma boa parte do ano.
Agradeço aos amigos leitores Carolina Peixoto, Thiago Peixoto, Ni Brisant, Juliana Vaz, Jéssica Barbosa e Jefferson Santana, que acompanharam a insegurança de ser eu escrita em 2012, alguns mais consultados que outros, mas consultados.
Sejamos leais, o mais suspeito que a poesia dá conta, que venha 2013.
Inventado Foras
quando a
cama fica grande
me mudo, sou
sofá.
só por
querer, só
vou dando
foras sequenciados
por
consequência.
nãos são
reflexos vacilantes
dos pontos
de ônibus que falaram comigo
quando meu corpo não mais coube no seu
por me
esconder em envelopes de lençóis
e nunca ter
selado zelo, amor.
abri meus
olhos para não ver
seus
términos expostos nas redes de não
deitar
cortes
abertos por outrem durante as manhãs
estancados
com meu líquido noturno
e adormecido
com sua indiferença.
doeu a
anunciação desprendida de fim
mutilaram
meus membros frases de adeus
banhei-me
por olhos os mares
devido
ausência de falas ou gritos
faltou dizer não com o olhar.
peixe fora
d'água
me afoguei a
cada encher de lágrimas
por saber
que seu amor não era meu
que suas
inspirações não era eu
enquanto
aqui fui só sua.
brincadeiras
doeram e até hoje sangram
abriu meu
peito, coração rolou bola
grudou seu
cheiro nada pele a fora
aflorou a
flor e sem regar um algo nasceu
ignorou
quando nomeei amor, outra vez doeu.
contou estrelas ao meu lado com alguém que não luz
lançou-se no
chão e desejou corpo que não este
estava do
seu lado, mas só eu me via
e sem mentir
(juro), houve muito mais que o aqui
escrito
porém meus
versos são sucintos (ou deveriam).
após de tudo
eu te entregar o todo
de modo
grosseiro me incentivou a escrever e “ perigar”
intrigada
vaguei o dicionário de lado ao fim
buscando
encontrar, mas confesso sou dada a interpretações
noite a
dentro, dias afins.
se me
entregar a outrem me periga ver o novo
assim serei riscos,
traços, alegrias e metas
esquecerei o
que tanto latejou
beberei em outros lábios contemporâneos versos
buscando
intensamente o perigo, de ser feliz que você não quis.
segunda-feira, 17 de dezembro de 2012
ETERNO CONTÍNUO
Não consigo
ser fiel a muita coisa, mas sou leal a tantas outras.
Com certo
egoísmo, venho priorizando um tal livro
que irá nascer no próximo ano, de modo que não venho compartilhado poesias aqui,
com certa preguiça não venho escrevendo
as sensações únicas que venho sentindo no meu
dia a dia, justo eu que não
queria ver meu blog esquecido o mantenho ermo de novidades.
Há culpa nas
sensações também, que como chuva torrencial caem sobre mim de baixo pra cima,
de maneira que se torna complexo diferenciar uma coisa da outra, mas é isso e
tudo o mais.
Reapareço
para anunciar as novas, então:
A vida tem
sido boa, faço parte da antologia do
BURRO de 2012 com duas poesias e do Menor Livro Sagrado – Menor Slam
do Mundo com 3 micropoesias, coisas
lindas de serem lidas e se "EU TU IA" lia agorinha mesmo, vai que o mundo acaba
mesmo? Só eu e todos os participantes sabemos o quanto foi prazeroso fazer parte disso, mas é melhor dizer só por mim, sendo assim: feliz em ser eu. Obrigada grande Mestre Daniel e Primeira Dama Sinhá, " que se registre" o Burro salvou minha poesia.
Esse tal de
POETAS AMBULANTES que começou como quem não
quer nada, hoje é muito em mim, mudou a cadência dos versos, penso que
vem me deixando melhor. A ultima saída
do ano será 22/12/12 comemoração pós fim do mundo, veja mais informações no
blog: POETAS AMBULANTES.
E sobre o
meu livro já está com as poesias selecionadas, pouco mais de quarenta. Havia
pensado em inserir ilustrações de artistas diversos, mas quero que ele seja
doce, encantado de maneira que abri mão de muitos e entreguei meu livro-diário
na mão de uma pessoa só, ser esse que demonstrou tanta felicidade que
transbordou tudo aqui.
É isso, ALEGRIA a cada passo dado é uma tempestade de boas sensações de valorização e reconhecimento.
É bom ver o sorriso
nos lábios do pai e da mamãe, já que eu ainda não tenho uma bela história, uso a deles, esse livro é
pra deixar a caminhada dos meus genitores mais bonita.
E é assim que agradeço a Deus por tanta coisa boa e a cada um dos envolvidos-pacientes, rumemos juntos!
sexta-feira, 5 de outubro de 2012
Noite dessas
Acidente, congestionamento, tempo encoberto, novas maneiras de assaltar, menino atropelado na linha do trem, idoso baleado, Um Mano Russo disparado... Essas foram às informações matinais que a mídia (tentou) me embargar.
Mas hoje eu ainda quero permanecer feliz. Seguidora de saraus, ontem fui a um que tem até sobrenome (Liberdade) reduto de gente alegre e livre. Lá eu pude mostrar admiração, respeito e amor aos “samigosirmãos”, gente que gosto de graça e me alegra a alma a cada reencontro.
Meu coração se alegrou com os passos que meus pés inventaram, em plena ousadia dancei forró ao som de reggae. O Groove fazia apologia ao acreditar no que somos.
A praga poesia alastrou-se em meu coração, através da voz firme e frases fortes me fiz criança e adulto em miniatura por inúmeras vezes. Ouvi risos escandalosos e sinceros que compunham o cenário e abraços era moldura para o brilho que as pessoas carregavam.
E durante a noite eu vi a lua pela janela sem estrelas no céu, mas os poetas carregavam constelações nos olhos.
- Coragem, Coragem, Coragem, assim o miocárdio mais pulsante encerrou a noite, só me restou admirar e desejar o sempre estar perto.
Trouxe na bolsa um livro e nos braços força para segurar nas mãos dos meus amigos e não mais soltar.
Compadeço-me com os problemas alheios, mas não me sobra tempo para chorar. Me resta crer nas utopias minhas e nas dos meus manos, amar tudo e todos, acreditar que somos a melhor geração e que o mundo mudará. Temos mãos, pés e sonhos!
Somos alegres, somos o melhor... Somos o que não existia, pois ontem como diria uma das versões de todos nós “uma flor nasceu”. Somos o todo, desde que haja o Eu-Você.

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